Estudo sobre a oração

APÓSTOLO PAULO NOS ENSINA A ORAR

INTRODUÇÃO: EFÉSIOS 1: 15 – 23

O grande desafio do crente é a manutenção e preservação das bênçãos da salvação em sua vida. O apóstolo Paulo, atento a isso, foi impelido a orar pelos Efésios. Sua oração é, acima de tudo, uma lição de fé. Através dela, ele nos ensina a orar.

 

I – FATORES QUE ESTIMULAM A ORAÇÃO

 

Dois fatos especiais levaram o apóstolo Paulo a orar, não apenas como uma devoção, mas com palavras do seu coração, as quais contêm ensino doutrinário com profundas verdades espirituais.

1. A fé dos crentes (v.15).

Paulo esta radiante ao escrever esta epístola. Era-lhe um consolo na prisão em Roma ouvir notícias boas da igreja em Éfeso, por isso, escreveu: “ouvindo eu também a fé que entre vós há no Senhor Jesus”. Que tipo de fé era esta vivida por aqueles crentes? O contexto histórico da epístola indica que, a despeito das pressões da vida idólatra daquela cidade, mantinham a sua felicidade ao evangelho que de Paulo haviam recebido. A fé assim demonstrada tinha o peso da sua convicção na pessoa do Senhor Jesus Cristo.

2. O amor para com todos os santos (v. 15).

Trata-se aqui (v. 15), do amor de Deus demonstrado pelos Efésios (no original, ágape). É o termo que aparece através do Novo Testamento referente ao sublime e incomparável amor de Deus. É o amor que não mede sacrifícios por aquele a quem amamos. À igreja de Corinto, o apóstolo desenvolve essa doutrina do amor dinâmico de Deus, aliado à fé e à esperança, e assim manifesto na vida do crente (1 Co 13:1-13). O exercício da fé em Cristo é demonstrado em amor; praticado, experimentado, compartilhado e vivido plenamente. Por isso, a fé sem as obras é morta (Tg 2:14-18).

 

II – ELEMENTOS INDISPENSÁVEIS À ORAÇÃO

1. Constância na oração.
As palavras do v. 16 demonstram que Paulo levaram muito a sério a prática da oração. Ele orava com liberdade no Espírito e, sem cessar (Rm 12:12; Ef 5:18; CI 4:2; 1 Ts 5:17). Devemos orar a templo e fora de tempo. Oremos sempre porque esse é o canal de comunicação que temos com Deus.

2. Gratidão com ação de graças (v. 16).

A oração, na sua essência e prática, requer, antes de tudo, “ação de graças”. A relação entre Deus e o crente através oração já é razão suficiente para ação de graças, uma vez que essa relação só é possível mediante a reconciliação que Jesus efetua (Rm 5:10, 11; 2 Co 5:18).

 

No texto inicial da epístola o apóstolo afirma que fomos abençoados com todas as bênçãos espirituais em Cristo (Ef 1:3). Isto deve nos mover a sermos grato a Deus para todo o sempre com ações de graças. Porém, as ações de graças de Paulo relaciona-se com a igreja de Éfeso (“por vós”). Devemos ser sempre gratos a Deus, não apenas pelas bênçãos pessoais dEle recebidas, mas também por nossos irmãos, batalhadores pela fé tanto quanto vós. Essa gratidão deve ser contínua (“não cesso”).

3. Intercessão, uma atitude edificante da oração (vv 16, 17).

Vários homens e mulheres da bíblia foram intercessores exemplares, mas ninguém foi mais espontâneo e livre nessa forma de oração que Jesus (Lc 19:10, 41; Jo 17; 6-26; Lc 22;32). A intercessão diante do Senhor é uma forma de oração que precisa ser despertada e exercida em nossos dias, na vida cotidiana da igreja. Todos os crentes precisam mutuamente uns dos outros em intercessão, pois ela extingue o egoísmo e o individualismo.

III – OBJETIVOS DA ORAÇÃO

Nos versículos 17 e 18 o apóstolo Paulo apresenta os objetivos de sua intercessão pelos crentes Efésios. Ele começa de modo incisivo e direto a sua intercessão “ao Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória” (v. 17).

1. Ter “espírito de sabedoria” (v. 17).

O sentido da palavra espírito, aqui, é qualitativo, impessoal. Ela não se refere à pessoa do Espírito Santo ou a qualquer outro espírito, e sim qualidade do que o Espírito é capaz de realizar. Paulo pediu que Deus, pelo seu Espírito, ampliasse a capacidade dos Efésios de ver a entender as coisa espirituais. Não se tratava de sabedoria meramente intelectual, terrena. Mas a sabedoria espiritual que habilitaria o crente a penetrar do conhecimento de Deus. É o conhecimento espiritual que amplia a percepção das coisas que nos rodeiam. Um dos dons do espírito é a “palavra da sabedoria” (1 Co 12:8). O “espírito de sabedoria” capacita o crente a saber distinguir entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. O objetivo principal de Paulo era que os Efésios conhecessem em profundidade Jesus Cristo, Salvador e Senhor de suas vidas.

2. Ter o “espírito de revelação” (v. 17).

A palavra revelação tem o sentido de “tirar o véu” que encobre algo. Existem inúmeras coisas no mundo espiritual que não são percebidas pela mente natural (1 Co 2:14, 15). A revelação tira o véu, ou seja, vislumbra a realidade. Ter o espírito de revelação não significa extrapolar o que já está revelado nas Escrituras. É ser iluminado pelo Espírito Santo acerca de verdades espirituais que precisam ser conhecidas pelos crentes.

3. Ter “iluminados os olhos do entendimento” (v. 18).
É ver com o coração. Por isso, um cristão espiritual no sentido bíblico (1 Co 2:10-16) ver coisas que a mente natural não pode. O entendimento espiritual diz respeito ao ser interior de cada criatura, inclusive o intelecto, as emoções e a volição do homem. É com uma luz que as pessoas comuns não conseguem Ter. O mundo é de trevas e só quem conhece Jesus tem “olhos iluminados” para ver o que está acontecendo ao seu redor (Ef 5:8; Mt 13:15; Rm 1:21).

IV – GARANTIAS DA ORAÇÃO

 

Depois do triunfo pleno, perfeito e eterno de Cristo no Calvário, que garantia e certeza temos da resposta de nossos orações? O texto dos versículos 20-23 é objetivo afirmativo ao relatar a esmagadora vitória sobre todos os poderes, demonstrada na sua ressurreição. É no Cristo ressurreto e vencedor sobre todos os poderes do mal que está a nossa certeza e vitória, inclusive na oração.

1. Jesus ressuscitou dos mortos (v. 20).

O mesmo poder divino que tirou Jesus do sepulcro, ressuscitando-o dos mortos, é o mesmo que levanta um pecador da morte espiritual, e o coloca numa nova posição em relação a Deus. E a grandeza desse glorioso e infinito poder é vista no caminho que Deus abriu no Mar Vermelho para Israel passar a seco (Ex 14;15-26); é o mesmo poder que fechou a boca dos leões na cova em que Daniel foi colocado (Dn 6); é o mesmo poder que provisionou Israel no deserto com o maná (Êx 16;35).

Nesse poder, em Cristo, está a garantia de tudo que Ele tem prometido ao seu povo (Mt 28:18).

2. Jesus está acima de todos os tipos de poderes (vv 20, 21).

Este fato é o cumprimento de uma profecia do Salmo 110:1. Nosso Jesus está entronizado acima de todos os poderes espirituais e físicos. As designações “principado, poder, potestade, domínio” (v. 21), falam de ordem angelicais, tanto aquelas que servem a Deus, como aquelas que servem ao Diabo, as quais, nos céus, na terra e debaixo da terra, estão sob o poder de Cristo.

3. Jesus tem um nome acima de todo o nome (v. 21).

No mundo dos homens e dos anjos, seus nomes representam o que eles são, mas Deus concedeu a Jesus “um nome” que é sobre todo o nome (Fp 2:9), sem limite, sem tempo, em toda a eternidade.

4. Jesus foi constituído como cabeça da Igreja (vv 22, 23).

Sua autoridade é absoluta em relação à Igreja. O corpo da Igreja não está separado da cabeça, porque é a cabeça que comanda todo o corpo, e Cristo se tornou Senhor desse corpo. Cada crente está ligado a Cristo em termos de vida e atividade. O v. 23 declara que a Igreja é a plenitude do seu corpo, isto é, não pode haver um corpo inteligente em uma cabeça que o comande. Por isso, a igreja como tal corpo, só tem importância no mundo em que vivemos porque Cristo a compõe e tornar pleno com sua glória e seu poder.

 

A igreja do Novo Testamento intercedia constantemente pelos fiéis. Por exemplo, a igreja de Jerusalém reuniu-se a fim de orar pela libertação de Pedro da prisão (At 12;5, 12). A Igreja de Antioquía, para que os Presbíteros oram pelos enfermos (Tg 5:14) e que todos os cristãos orem uns pelos outros (Tg 5:16); hb13: 18, 19). Paulo vai mais além, para que se faça oração por todos (1 Tm 2:1-3).

QUE DEUS NOS ABENÇOE

Pr Jonas Neto
www.prjonasneto.com
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